Posts de Novembro, 2008

Seis casamentos

Novembro 17, 2008

 noivinhos_violino1

Este ano fui a seis casamentos. Isso mesmo, foram seis pessoas conhecidas que se casaram na igreja, com direito a véu e grinalda, festa e buquê voando para cima das mulheres solteiras. Para equilibrar, foram três casamentos de amigos meus + três casamentos de amigos e parentes do meu namorado.

Acho que nunca tomei tanto pró-seco, comi tanta variedade de salgadinhos e canapés, fiz tanta escova no cabelo e usei salto por tanto tempo. Porque eu odeio salto, como vocês já devem saber. Aliás, uma salva de palmas aos casais que distribuem havaianas (mesmo que genéricas, é tudo igual) para as convidadas da festa. É, porque ninguém merece dançar do alto daqueles saltos imensos, a noite toda. E ficar descalça, dando mole para cacos de vidro e sujando o pé no chão imundo, também não dá!

havaianas

Em um destes casamentos de 2008, percebi uma imensa oferta de uísque Black Label e pró-seco. Mas cadê as sandalinhas? Fala sério, resolveram economizar logo no artigo mais importante da festa, que garante minha felicidade por muito mais tempo! Na boa, com duas garrafas de Black Label a menos, dava pra galera biritar bastante e ainda se acabar de dançar usando os confortáveis chinelos… Fica aqui meu protesto!

Para os casamentos do ano que vem, lanço a minha campanha: DISTRIBUA HAVAIANAS PARA A MULHERADA! Sua festa será bem mais bacana!

Você conhece Ary Barroso?

Novembro 3, 2008

- Ary o quê?
- Ary Barroso… O compositor!
- Ah, claro! Ele fez aquela música! Como é mesmo o nome? “Não-sei-o-quê do Brasil”…
- “Aquarela do Brasil”.
- Isso! Se bem que não tem uma do Toquinho com o mesmo nome?
- Não, a do Toquinho é só “Aquarela”.
- Ah… Bom, você me confundiu…
- Tá, mas você não sabe mais nada do Ary Barroso? Fala sério!
- Ué, e você sabe?
- Claro: o cara tinha um programa de calouros com gongo, era muito engraçado! Ele “gongava” os calouros que cantavam mal!
- Tipo Chacrinha?
- (desanimado) É… Tipo Chacrinha, só que é mais antigo!
- Ah, legal.
- Escuta, o cara era um músico genial também. Morava no interior de Minas, veio pro Rio estudar Direito e acabou virando um dos maiores compositores do Brasil. Fez música até para filme do Walt Disney.
- Sério?
- Ele também narrava jogo de futebol pelo rádio. E era flamenguista roxo!
- Gente boa, ele, heim?
- Gente boníssima. Um boêmio de primeira.
- Gostava de cerveja?
- Ô! Mas é uma pena que as pessoas de agora saibam tão pouco sobre o cara. Tem cada música, cada samba…
- Era sambista, então?
- Mais ou menos…
- Como assim?

O diálogo acima pode muito bem acontecer a qualquer momento, em qualquer lugar do Brasil. Pra não fazer o papel do desinformado, te dou duas dicas:

• Correr para assistir ao espetáculo “As Aquarelas de Ary”, em cartaz na Sala Baden Powell, Av. Nossa Sra. de Copacabana, 360, Copacabana, Rio de Janeiro. Tel.: (21) 2548-0421. O espetáculo é da mesma galera que fez trouxe aos palcos a vida de Antônio Maria, em “A noite é uma criança!”, e Mário Lago, em “Ai, que saudades do Lago!”
• Rever o “Som Brasil” sobre a música de Ary. Lindo demais!