Gente (meia dúzia de leitores, meus amigos, certo?), desculpem pelo tempo que passei sem escrever por aqui. Mas andei atolada com trabalho, viajei no final de semana e acabei demorando mais do que gostaria para atualizar o blog. Na verdade, o assunto deste post já está na minha cabeça há dias.
Estava lendo o jornal, recheados de mortes sangrentas – Eloá, Artur Sendas, entre outros – quando me deparei com uma morte que realmente me tocou. Não foi um assassinato a sangue frio, nem um acidente fatal… Foi a morte, causada por um câncer no estômago, de um dos maiores sambistas do Brasil: Luiz Carlos da Vila.
Sobre o compositor, retirei um trecho publicado no site Samba-Choro, que explica um pouco a trajetória deste grande artista: “Luiz Carlos nasceu em 1949, no bairro de Ramos, no Rio de Janeiro onde, mais tarde, seria uma das figuras sempre presentes no já legendário bloco Cacique de Ramos, por onde também passaram outros grandes nomes do samba carioca. Em homenagem ao bloco compôs ‘Doce Refúgio’.
Em 1988 compôs, junto com Jonas e Rodolfo, o samba que levou a Vila Isabel à vitória: Kizomba (A Festa da Raça), sendo este um de seus sucessos mais populares, sempre lembrado nas rodas de samba.”
Para quem não conhece a emblemática figura de Luiz Carlos, vale a pena assistir a um dos diversos vídeos espalhados pelo Youtube cantando nos palcos brasileiros. Abaixo, escolhi um em que ele canta “O sonho não acabou”, que traduz um pouco de sua herança. Luiz Carlos se foi, mas o samba, a esperança, a alegria, o sorriso, o sonho… Isso ele deixou pra gente!
O sonho não acabou (Luiz Carlos da Vila)
A chama não se apagou
Nem se apagará
És luz de eterno fulgor
Candeia
O tempo que o samba viver
O sonho não vai acabar
E ninguém irá esquecer
Candeia
Todo tempo que o céu
Abrigar o encanto de uma lua cheia
E o pescador afirmar
Que ouviu o cantar da sereia
E as fortes ondas do mar
Sorrindo brincar com a areia
A chama não vai se apagar
Candeia
Onde houver uma crença
Uma gota de fé
Uma roda, uma aldeia
Um sorriso, um olhar
Que é um poema de fé
Sangue a correr nas veias
Um cantar à vontade
Outras coisas que a liberdade semeia
O sonho não vai acabar
Candeia





